NETO DE EX-SENADOR CRIA CAMPANHA VIRTUAL PARA ENCONTRAR O PAI E COBRAR PENSÃO ALIMENTÍCIA
Aos 5 anos, Humberto Coutinho de Lucena Neto viu o pai, Carlos Roberto Capeleti Sant’Anna, pela última vez. O garoto, hoje com 21 anos, é neto do ex-senador e ex-presidente do Senado Humberto Lucena — acusado de abuso de poder por imprimir santinhos de campanha na gráfica do Senado. Quando o parlamentar morreu, o genro Carlos Roberto foi acusado de desaparecer com parte de sua herança. Ontem, Betão, como Humberto Neto é conhecido, postou um desabafo no Facebook e pediu ajuda para encontrar o pai. Foram mais de 700 curtidas e 400 compartilhamentos, em menos de 6 horas.
“Meu pai deu um golpe logo após meu avô falecer, em minha vó, dizendo que aplicaria o pecúlio deixado por ele, e sumiu. Fui abandonado, pois meu pai usava do status de meu avô para fechar negócios, ou seja, logo após seu falecimento, eramos descartáveis”, diz Humberto Neto.
A família iniciou processos na Justiça, um deles exige o pagamento de pensão alimentícia, porém, ele nunca foi encontrado. “Carlos Roberto Capeleti Sant’Anna é um de seus nomes, que, inclusive, consta no meu registro de nascimento, na minha CNH e na minha identidade, como pai. Mas já descobrimos diversos outros nomes, identidades e CPFs usados por ele”, relata Humberto.
O filho acusa o pai de ter fugido com todos os carros e joias da família e de ter deixado dívidas em empréstimos, para a mãe de Humberto Neto, Thaís Heusi de Lucena. “A casa que morávamos foi a leilão. Fomos obrigados a sair de lá do dia pra noite, deixando móveis que não pudemos buscar.”
De acordo com Humberto, Carlos foi visto em Brasília, recentemente, mas a polícia não conseguiu chegar a tempo de localizá-lo. “Peço encarecidamente que, se alguém conhecer, avistar ou tiver qualquer tipo de informação, entre em contato comigo, no celular: (61) 9176-9168.”
A gente chegou no nosso limite. Colocamos nas mídias sociais, pois as informações recebidas por lá têm ajudado muito a gente. Ele fez um estrondo na nossa vida e tem que pagar o que deve. Essa questão sempre deixou meu filho angustiado. Ele cresceu com vergonha dessa história e precisa encerrar esse assunto"
De acordo com Thaís Lucena, há um mandado contra Carlos, desde 2003, emitido pela 6ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), por não pagamento de pensão. “Ele consegue fugir toda vez. Já tivemos endereço dele na Barra da Tijuca e em Ipanema, mas nunca conseguimos pegá-lo. Na semana passada, ele foi visto em Brasília. Tivemos registro da passagem dela pela cidade outras três vezes”, relata Thaís.
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