Férias comprometidas. Reposição de aulas na rede pública deve ir até janeiro
Calendário oficial será divulgado na próxima segunda (19), mas é certo que muitas escolas terão que virar o ano para repor os 19 dias letivos de greve dos professores
As férias dos cerca de 470 mil alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal estão ameaçadas. Professores – que ficaram em greve por 19 dias letivos, em 29 corridos – e governo ainda estudam uma forma de repor as aulas perdidas. Mas já é certo que nas escolas em que a adesão foi total, as aulas vão se estender até janeiro de 2016.
A definição, entretanto, só sairá na próxima segunda (16), com a publicação do calendário, já que cada uma das 657 escolas foi afetada de forma diferente pelo movimento grevista. A reposição é uma condição do governo para que os docentes recebam o pagamento deste mês.
Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira (12/11), o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, garantiu ainda quitar os débitos com os aposentados, uma das reivindicações do Sindicato dos Professores (Sinpro) durante a paralisação. “Estudamos qual o valor a ser pago, mas vamos cumprir nosso compromisso”, garantiu Sampaio. O GDF prometeu pagar as pecúnias em quatro parcelas, de dezembro de 2015 a março de 2016.

Manoela Alcântara/Metrópoles
A coletiva foi concedida no térreo do Palácio do Buriti. Logo após a entrevista, começou a ser trocado o vidro quebrado durante protesto dos docentes, realizado na manhã de quarta (11). Eles tentaram invadir o local, sendo contidos pela Polícia Militar, que novamente usou spray de pimenta.
O acordo para o retorno dos professores foi selado depois de uma reunião da categoria com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Na manhã desta quinta, os docentes aprovaram o fim da paralisação.
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